Mês: abril 2016

Puppet, Ansible, Salt: Maturidade, Simplicidade e Flexibilidade

Puppet, Ansible, Salt: Maturidade, Simplicidade e Flexibilidade

Nesta semana (dia 7/4) eu apresentei no Meetup DevOps Carioca esta palestra sobre Puppet, Ansible e Salt, apresentando e comparando eles. Foi muito legal, e o pessoal curtiu bastante.

(Os encontros deste meetup aliás estão sendo muito bons, e estão acontecendo mensalmente. Parabéns ao Luiz Henrique Coelho e ao Stefan Teixeira, que tem organizado eles, e a todos envolvidos também.)

Os slides estão disponíveis aqui: dgmorales.info/talks/cm-pas

No espaço limitado de uma palestra, eu tentei apresentar o básico sobre cada um: suas diferenças de abordagem, sua arquitetura e seus recursos, ofertas comerciais e alternativas open source a elas. Além disso mostrei um pouco de código, com dois exemplos simples em cada ferramenta, e ao final adicionei ainda um glossário mapeando os conceitos equivalentes em cada um e os diferentes nomes que eles usam.

Para apoiar e expandir tudo isso eu estou montando um ambiente sandbox no vagrant com os 3 protagonistas aqui e outras ferramentas/dashboards open source associados, com exemplos de código, simples e mais elaborados, em cada um deles. Ainda está na sua infância, mas já tem alguns exemplos e eu devo incrementar bastante ele nas próximas semanas:

https://github.com/dgmorales/vagrant-cfgmgmt-sandbox

 

O nome que dei a palestra vem das características que eu considero mais definidoras de cada um:

Puppet: Maturidade

É o líder de mercado, uma excelente ferramenta open source, um excelente produto comercial, muito bem documentado, com uma comunidade muito bem organizada (também no Brasil), e buscando ativamente melhorar seus pontos mais fracos.

Ansible: Simplicidade

Descobri que está até na introdução da documentação do Ansible:

Ansible’s main goals are simplicity and ease-of-use.

E é visível isso. O Ansible é disparado o mais fácil de começar a usar, o mais fácil de entender rapidamente, o mais fácil de aplicar para pequenas coisas, possivelmente isoladas, aos poucos. E o valor disso não pode ser subestimado, ele é imenso. Pode ser determinante para introduzir automação de tarefas e infraestrutura como código em uma equipe que ainda não está neste caminho, que talvez tenha muita resistência ou dificuldades, por n motivos diferentes.

Salt: Flexibilidade

E o Salt também assume com orgulho sua vocação para flexibilidade:

Every management tool and their Git forks claim to be flexible, but when we say flexible at SaltStack, we mean entire-management-approach flexible.

https://docs.saltstack.com/en/getstarted/flexibility.html

Push, Pull, com agente, sem agente via SSH, gerenciando estados ou executando comandos remotos, o Salt parece abraçar tudo.

Próximos capítulos

A palestra já está inscrita no FISL17, e estou na torcida para que seja aprovada. Até lá devo incrementar mais a minha sandbox e quem sabe dar uma refinada nos slides. Mãos à obra!

Anúncios